O gênero Formicivora possui sete espécies, das quais quatro são endêmicas do sudeste do Brasil (F. iheringi, F. littoralis, F. erythronotos e F. serrana). Formicivora rufa ocorre em regiões campestres na Floresta Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Chaco em altitudes de até 1450 m; F. grisea ocorre na Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Manguezal e outras formações vegetais, usualmente com aspecto arbóreo, ocupando o estrato inferior ou médio, especialmente nas bordas, e F. serrana ocorre em mata secundária baixa e borda de mata atingindo altitudes de até 1500 m (Stotz et al. 1996, Sick 1997, Reis e Gonzaga 2000 e del Hoyo et al. 2003).
Ameaçado - vulnerável.
Tamanho populacional reduzido ou em declínio com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 50 por cento em 10 anos ou 3 gerações - Destruição do Hábitat;
Pela cauda comprida e a vocalização imediatamente reconhecível como uma Formicívora. Espécie vistosa pelas costas castanhas, cabeça e peito negros, na fêmea marrom-olivácea; flancos brancos. Voz: apelo forte “kiák, kiák; canto “tjük, tjük…”
Ocorre no estado do Rio de Janeiro
Mede cerca de 12,5 cm de comprimento. A plumagem dos dois sexos difere quanto à cor da parte inferior: preta no macho e bege-amarronzada na fêmea.
É comum em capoeiras novas com densos emaranhados de cipós e arbustos, campos sujos e bordas de florestas. Vive aos pares. Às vezes torna-se difícil observá-lo, por encontrar-se em meio à vegetação densa.
Presente em duas regiões separadas:
Curiosamente, esse papa-formiga possui notável semelhança morfológica com outro não ameaçado, a choquinha-de-flanco-branco (Myrmotherula axillaris), o qual se distingue a primeira vista por apresentar uma cauda mais comprida. Seu canto é bem característico e lembra o do gravatazeiro (Rhopornis ardesiaca), que pode ocorrer nas mesmas matas sendo, porém, emitido mais fracamente (Sick 1985).
Vive em matas secas, onde pode participar de bandos mistos.
Ocorre no interior da Bahia e Noroeste de Minas. Em MG, sua presença foi verificada apenas para o vale do rio Jequetinhonha, nos municípios de Divisópolis e Almenara.
Formicivora littoralis é considerada a única espécie de ave endêmica de restinga em todo o litoral do Brasil (Gonzaga & Pacheco, 1990), estando ameaçada nos níveis global (IUCN, 2004) nacional (Machado et al. 2005) e regional (Alves et al., 2000).
A ocorrência de F. littoralis restringiu-se às áreas de restinga e formações litorâneas próximas, incluindo um novo registro em Búzios. Foi constatada a ausência da espécie nos diferentes remanescentes de Mata Atlântica investigados no interior do continente.
Sua distribuição é restrita à Região dos Lagos (RJ), com ocorrência registrada para os municípios de Saquarema, Araruama, Arraial do Cabo (restinga de Massambaba), São Pedro D’Aldeia, Cabo Frio (Gonzaga & Pacheco, 1990) e mais recentemente para Iguaba Grande (Vecchi & Alves, no prelo).
O macho é marrom escuro no dorso e tem uma ampla mancha branca no supercílio. As asas pretas apresentam uma faixa branca e os flancos são cinza claro, embora estejam muitas vezes escondidos sob as asas. A fêmea é bastante diferente do macho.
Vive na caatinga, no cerradão e nas matas ciliares. Este papa-formigas é uma ave discreta, de hábitos furtivos, sempre escondida na brenha. Seu nome popular deve-se ao hábito que diversas espécies de sua família têm de esfregar formigas na pele para sentir a sensação produzida pelo ácido fórmico expelido por aqueles insetos.
Ocorre da região Nordeste até Goiás, Oeste de São Paulo, Mato Grosso e também na Bolívia.
A silhueta longilínea pode ser percebida a qualquer momento, ressaltada pelo comprimento da cauda. A fêmea e as aves juvenis possuem a parte ventral muito riscada de negro, em contraste com o branco acinzentado dessa região. No macho, essa área é toda negra. Sobrancelha larga e branca, estendendo-se pelo lado do pescoço. Dorso marrom avermelhado, mais acinzentado na cabeça. O pintalgado branco das asas e a ponta branca da cauda ajudam na identificação dessa ave. Tem cerca de 13 centímetros, cauda comprida e plumagem fofa.
Vive em arbustos não fechados, cerradão e na caatinga. Seu nervosismo pode ser percebido pela movimentação da cauda e do píleo. Não entra nas áreas de vegetação mais alta, ficando em suas bordas. Está sempre em casais ou em pequenos grupos, provavelmente pais e filhotes da estação anterior. Seus vôos entre arbustos são rápidos e diretos, mergulhando na folhagem logo que pousam.
Pode ser encontrado em regiões campestres extra-amazônicas, do Nordeste e Brasil central até o Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, Paraguai, Bolívia e Suriname.
Vive em vegetação de aspecto arbustivo, herbáceo e às vezes arbóreo (capoeira, borda de mata), mas não o interior da mata fechada. Sempre em altitudes maiores. Pode ser encontrada em área degradada (como em cafezais adjacentes a macegas), este tipo de ambiente é vulnerável na medida em que é constantemente utilizado para fins econômicos.
Conforme recentemente ressaltado em del Hoyo et al. (2003) esta espécie não é considerada globalmente ameaçada de extinção e é comum em seu habitat, mas possui uma distribuição restrita na Mata Atlântica do sudeste do Brasil